Newsletter 4 | 2018  
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Comemoração do Centenário do Ministério da Agricultura

 

A história da Agricultura confunde-se com a história de Portugal ao longo do último século e, se há região no país onde a história do sector é marcante, essa região é o Alentejo.

2018 foi o ano em que se assinalou o centenário do Ministério da Agricultura, celebrando-se a agricultura e a floresta e o seu papel no desenvolvimento do País.

Regionalmente a efeméride foi comemorada, em primeiro lugar com a exposição "Ministério da Agricultura (1918 – 2018) | 100 anos de raízes a desenvolver Portugal" que esteve patente na Ovibeja de 27 abril a 1 maio de 2018.

Em segundo lugar, realizou-se, no passado dia 30 de novembro, a sessão comemorativa dos 100 anos do Ministério da Agricultura que contou com a presença do Senhor Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, o Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira, e o Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel João de Freitas, tendo sido este o momento privilegiado para a divulgação e reconhecimento da atuação do Ministério nas suas diversas dimensões e promoção da sua identidade. (ver mais)

Política Agrícola Comum

A Comissão Europeia apresentou os resultados da primeira avaliação do desempenho da PAC, uma política europeia cada vez mais orientada para o mercado, conduzindo a um aumento da competitividade e do desempenho comercial da UE, contribuindo para uma redução das taxas de pobreza das zonas rurais e apoiando cerca de 7 milhões de beneficiários. 

Para avaliar em que medida a PAC alcançou os seus três principais objetivos, produção alimentar viável, gestão sustentável dos recursos naturais e ação climática, e desenvolvimento territorial equilibrado, são utilizados 178 indicadores e mais de 900 subindicadores. (ver mais

    ProgramasOperacionaisFrutaHortcola  

 A Estratégia Nacional de Sustentabilidade para os Programas Operacionais no Setor das Frutas e Produtos Hortícolas estabeleceu os objetivos e medidas a desenvolver ao abrigo do regime de apoio às OP do setor hortofrutícola, previsto no Regulamento (UE) n.º 1308/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 17 de dezembro, que enquadra a aplicação dos PO's das OP's. (ver mais)

 
           
    promocaoprodagricolas   

A Comissão Europeia adotou o programa de trabalho da política de promoção de 2019, sendo disponibilizado o montante de 191,6 milhões de euros para cofinanciamento da UE de programas selecionados: Programas Simples para o mercado interno, Programas Simples em Países Terceiros, Programas Multi no Mercado Interno e Programas Multi em Países Terceiros. (ver mais)

 
           
     FAO  

No O Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural e o Diretor-Geral da FAO, assinaram um Acordo de Parceria que visa a melhoria das capacidades do escritório daquela Organização em Portugal e junto da CPLP, abrindo oportunidades de partilha de boas práticas entre os Estados-Membros da CPLP e reforçando da Estratégia para a Segurança Alimentar e Nutricional.(ver mais)

 
         
Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural  

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Newsletter 3 | 2018  
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Criado o Centro de Competências na Luta contra a Desertificação e o Centro de Competências para a Dieta Mediterrânica

 

Estruturas que agrupam entidades do sistema científico nacional, autarquias e agentes económicos de uma área específica, os Centros de Competência fazem parte da Estratégia do anterior Ministério da Agricultura e do Mar, atual Ministério de Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, para a Investigação e Inovação Agroalimentar e Florestal no período de 2014-2020 e têm como objetivo promover e desenvolver a estratégia de investigação e
inovação nos setores agroalimentar e florestal.

Neste sentido, foram assinados os protocolos de criação do Centro de Competências na Luta contra a Desertificação (CCDesert) e do Centro de Competências para a Dieta Mediterrânica (CCDM). (ver mais)

Medidas da Comissão Europeia

• Comissão Europeia lança novas medidas de apoio aos agricultores afetados pela seca
Dadas as dificuldades que os agricultores europeus, afetados pela seca, enfrentam este verão, a Comissão Europeia anunciou, no dia 30 de agosto, o lançamento de novas medidas de apoio.
Regresso às aulas: Leite, fruta e legumes nas escolas graças a programa da UE
Com o início do ano letivo recomeça a distribuição de fruta, legumes e leite nas escolas dos países que participam no programa da UE. (ver mais)

    florestas  

A agricultura familiar representa 242,5 mil explorações agrícolas, o que equivale a 94% do total das explorações, abrangendo 54% da Superfície Agrícola Utilizada (SAU) e mais de 80% do trabalho total agrícola. Através do Decreto-Lei n.º 64/2018, o Governo consagrou o estatuto da agricultura familiar, que esteve em consulta pública entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018.  (ver mais)

 
           
    OlivoMoura   

O Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural lançou um inquérito às necessidades específicas de investigação e inovação (I&D e I) dos setores da Agricultura, Florestas, Pecuária e Desenvolvimento Rural que decorre até dia 7 de setembro, no âmbito da iniciativa "Estratégia de Inovação, competitividade e sustentabilidade". (ver mais)

 
           
     alteracoesclimaticas  

No passado dia 31 de Julho foi assinado um protocolo de colaboração, liderado pelo Município de Vidigueira, para a elaboração da candidatura da produção artesanal de Vinho de Talha à classificação de Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.(ver mais)

 
         
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No final dos anos 80, cerca de 900 mil hectares, eram ocupados pelo cultivo de cereais, o que representava aproximadamente 10% do território nacional.

Em 2016, os números reflectiam uma ampla redução, contanto apenas com 257 mil hectares, diminuindo a produção de 1,65 para 1,1 milhões de toneladas.

Com efeito, Portugal é historicamente dependente da importação de cereais, mas, se os níveis de autoaprovisionamento eram de 60% em 1989, a diminuição da produção e o aumento das necessidades conduziram a um valor atual de 23%. O nosso país apresenta um dos mais baixos níveis de autoaprovisionamento do mundo, sendo que na UE apenas têm valores inferiores Chipre, Malta e Holanda.

O défice alimentar, a par do défice energético, constitui um dos desequilíbrios estruturais da economia portuguesa, e, por isso, o objetivo do governo é a obtenção do equilíbrio na balança comercial agrícola, estimulando a produção de cereais no país, sobretudo nos territórios onde predomina o sequeiro reduzindo a dependência do país face às importações.

Assim, a necessidade de inverter a tendência de diminuição da produção de cereais que se tem verificado nas últimas décadas, com as inerentes consequências negativas na taxa de aprovisionamento do país e na sustentabilidade dos respetivos sistemas agrícolas, levou à criação (Despacho n.º 5562/2017 de 26 de junho) do Grupo de Trabalho de Cereais com a missão de propor uma estratégia nacional e um plano de ação para a promoção do desenvolvimento da cultura e produção nacional de cereais, apresentado, a 15 de maio, em Elvas.

O Grupo de Trabalho foi coordenado pelo Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP) e foi constituído por representantes do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, da Associação Nacional de Produtores de Cereais (ANPOC), da Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo (ANPROMIS) e da Associação de Orizicultores de Portugal (AOP).

Existem inúmeros elementos positivos que potenciam este sector, como a capacidade de organização da produção, com qualificações técnicas elevadas, os vários aproveitamentos que podem ser dados aos cereais, a elevada qualidade sanitária da produção nacional, a existência de unidades industriais instaladas em Portugal com capacidade para escoar a produção e investimento em tecnologias relacionadas com a agricultura de precisão, que contribuem para a manutenção da atividade agrícola em todo o território, com evidentes benefícios ao nível do fomento do desenvolvimento económico, da paisagem e da promoção e preservação da biodiversidade bem como, preservando as áreas agrícolas regadas no seio de manchas florestais e criando zonas de descontinuidade que contrariem a progressão dos incêndios.

No entanto, a elevada concorrência de produtores de países terceiros não sujeitos às mesmas regras e custos; a volatilidade acentuada dos preços; o desequilíbrio de poder negocial na fileira, os aumentos de custos de transporte e da energia; os custos administrativos associados a exigências legais; o reduzido investimento em experimentação e divulgação; a pouca valorização da qualidade dos cereais e a diminuição de substâncias ativas para proteção das culturas, são alguns dos obstáculos a ultrapassar.

Deste modo, para a ENPPC, definiram-se três objetivos estratégicos e respetivos objetivos operacionais:

  1. “Reduzir a dependência externa, consolidar e aumentar as áreas de produção”
  2. “Criar valor na fileira dos cereais”
  3. “Viabilização da atividade agrícola em todo o território”

Assim, foram identificadas 20 medidas prioritárias, complementadas por um conjunto de outras medidas com o intuito de contribuir para um setor mais forte e mais eficiente, com maior capacidade de resistência à volatilidade dos mercados, com competência para dar aos consumidores um produto de elevada qualidade, mais adaptado às alterações climáticas e que contribui significativamente para a proteção do solo, da água e da biodiversidade.

  • Medida 1 - Redução dos custos de energia
  • Medida 2 - Dinamizar a produção nacional de semente certificada e de genética nacional
  • Medida 3 - Reforço dos Meios de luta contra agentes bióticos
  • Medida 4 - Acompanhamento de processo de reconhecimento de OP
  • Medida 5 - Simplificação do processo de licenciamento de infraestruturas hidráulicas
  • Medida 6 - Aumento da capacidade de armazenamento de água e melhoria da eficiência do uso dos recursos hídricos e energéticos
  • Medida 7 - Prioridade ou majoração nos investimentos e redimensionamento de canteiros dos arrozais
  • Medida 8 - Agenda de inovação
  • Medida 9 - Promover a capacitação técnica, reforçar os meios disponíveis para experimentação e prestação de serviços no âmbito da agricultura de precisão ao nível das OP
  • Medida 10 - Reativar a medida de apoio ligado à concentração da oferta aos produtores de culturas arvenses
  • Medida 11 - Manutenção da discriminação positiva para OP no âmbito do apoio do desenvolvimento rural ao investimento
  • Medida 12 - Reforço das estruturas interprofissionais
  • Medida 13 - Valorizar a produção nacional
  • Medida 14 - Reforço do controlo sanitário à importação
  • Medida 15 - Estabilização do rendimento através do mutualismo
  • Medida 16 - Estabelecimento do apoio ligado ao setor
  • Medida 17 - Medidas agroambientais e alterações climáticas
  • Medida 18 - Criação de uma medida agroambiental de proteção dos recursos - solo, água e biodiversidade - designadamente por funcionamento em camadas
  • Medida 19 - Criação de uma medida agroambiental para os arrozais - Conservação da Biodiversidade em Ecossistemas Agrícolas Inundáveis
  • Medida 20 - Criação de medida agroambiental que promova manchas agrícolas de descontinuidade em áreas de risco de incêndio mais elevado

Documento da Estratégia Nacional para a Promoção da Produção de Cereais

Video

 

A Comissão Europeia apresentou a 2 de maio de 2018 a proposta de orçamento comunitário para o período de 2021 a 2027 - Um Orçamento para o Futuro.

O objetivo é tentar responder à realidade atual, em que se espera que a Europa desempenhe um papel mais importante para trazer segurança e estabilidade a um mundo instável, caracterizados pelo Brexit, e pelos cortes exigidos pelo financiamento das novas e estratégicas prioridades da União.

Com efeito, o orçamento da UE tem uma dimensão modesta quando comparada com a dimensão da economia europeia e dos orçamentos nacionais. No entanto, pode fazer a diferença para a vida dos cidadãos e das empresas.

Em 2027 a União precisa de um orçamento novo e moderno que mostre as lições do passado e traga simplificação nas formalidades para os beneficiários e autoridades de gestão, conferindo à regulamentação mais coerência em torno de um conjunto único de regras.

Neste sentido, a proposta da Comissão Europeia procura alinhar o orçamento da União com as necessidades de financiamento das novas prioridades políticas, respondendo ao duplo desafio da redução do nível das despesas e da utilização de novos recursos para colmatar o impacto do Brexit.

De acordo com as declarações de Jean-Claude Juncker, Presidente da Comissão Europeia, «A União vive hoje um momento crucial. O novo orçamento representa uma oportunidade para moldarmos o nosso futuro numa União nova e ambiciosa de 27 países unidos pela solidariedade. Com a proposta de hoje, avançamos com um plano pragmático de como fazer mais com menos. A conjuntura económica favorável dá-nos algum espaço, mas não nos coloca ao abrigo de ter de fazer poupanças em determinadas áreas. Vamos garantir a boa gestão financeira através do primeiro mecanismo de sempre assente no Estado de direito. A isto chama-se utilizar o dinheiro do contribuinte de forma responsável. A bola está agora no campo do Parlamento e do Conselho. Estou firmemente convencido de que deveríamos procurar chegar a um acordo antes das eleições para o Parlamento Europeu que terão lugar no próximo ano.»

Por sua vez, Günther H. Oettinger, Comissário responsável pelo Orçamento e pelos Recursos Humanos afirma que «Esta proposta de orçamento diz claramente respeito ao valor acrescentado da UE. Investimos ainda mais em áreas em que um só Estado-Membro não poderia agir isoladamente ou em que é mais eficaz atuar em conjunto — a investigação, a migração, o controlo das fronteiras e a defesa. E continuamos a financiar políticas tradicionais, ainda que modernizadas, como a política agrícola comum e a política de coesão, porque todos queremos beneficiar dos elevados padrões de qualidade dos nossos produtos agrícolas e das regiões em fase de recuperação económica.»

Assim, os atuais níveis de financiamento terão de ser reforçados por forma a financiar prioridades novas e urgentes, nomeadamente em domínios como a investigação e a inovação, os jovens, a economia digital, a gestão das fronteiras, a segurança e a defesa o que significa contribuir para a prosperidade, a sustentabilidade e a segurança no futuro.

A Comissão procedeu também a uma análise crítica para determinar onde seria possível conseguir poupanças e melhorias de eficácia, propondo, consequentemente, que o financiamento da Política Agrícola Comum e da Política de Coesão seja moderadamente reduzido - de cerca de 5% - a fim de refletir a nova realidade de uma União a 27. Estas políticas serão modernizadas, a fim de garantir que possam continuar a produzir resultados com menos recursos e servir mesmo novas prioridades.

Por outro lado, a estrutura do orçamento deverá ser mais clara e mais alinhada com as prioridades da União. Os fundos da UE repartem-se por um número excessivo de programas e instrumentos, por isso, a Comissão propõe reduzir em mais de um terço o número de programas (dos atuais 58 para 37 no futuro), agrupando fontes de financiamento, atualmente fragmentadas, e procedendo a uma racionalização radical da utilização dos instrumentos financeiros.

Além disso, os recentes desafios como a crise migratória e dos refugiados em 2015, revelaram claramente os limites da flexibilidade no atual orçamento da UE, para reagir com rapidez e eficácia suficientes. Neste contexto, a proposta da Comissão prevê uma flexibilidade acrescida no interior de cada um e entre os diferentes programas, o reforço dos instrumentos de gestão de crises e a criação de uma nova «Reserva da União» para fazer face aos imprevistos e responder a situações de emergência em domínios como a segurança e a migração.

Por fim, uma inovação importante no orçamento proposto reside na ligação reforçada entre o financiamento da UE e o Estado de direito, uma vez que o respeito do Estado de direito é uma condição prévia essencial para uma gestão financeira rigorosa e eficaz dos fundos da UE.

Em suma, e com base nas propostas apresentadas, a Comissão irá nas próximas semanas, avançar com propostas detalhadas para os futuros programas financeiros setoriais. Caberá depois ao Conselho decidir, por unanimidade, com a aprovação do Parlamento Europeu, sobre o futuro orçamento de longo prazo da UE.

 

 

Assinala-se em 2018, o centenário do Ministério da Agricultura desde a sua criação em 1918, celebrando-se a agricultura e a floresta e o seu papel no desenvolvimento do Pais. Estas comemorações tiveram início no dia 9 de março, com o descerramento da placa comemorativa do Centenário do Ministério da Agricultura, prosseguindo no dia 11 de Abril com a inauguração da exposição “100 ANOS DE RAÍZES A DESENVOLVER PORTUGAL”, que esteve patente no Torreão Poente, na Praça do Comércio, em Lisboa. Na mesma data foi também lançado o postal dos CTT alusivo ao Centenário e apresentados os selos “Raças Autóctones de Portugal”.

A Sessão Solene para esta comemoração teve lugar no auditório da Fundação Champalimaud, no dia 20 de Abril, organizada com o apoio do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP) e contou com a presença do Primeiro-ministro, António Costa, do Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, do Ministro-adjunto, Pedro Siza Vieira, do Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira, e do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas.

A esta Sessão Solene, seguir-se-ão sessões descentralizadas, em diversas regiões do país e a exibição de exposição itinerante “100 ANOS DE RAÍZES A DESENVOLVER PORTUGAL”.

Ainda no âmbito da comemoração desta data promove-se a exposição temporária de Fotografia | 100 anos de raízes a desenvolver Portugal, constituindo um contributo para a divulgação e celebração da Agricultura e da Floresta nas suas diversas dimensões. Esta exposição apresenta-se organizada em quatro núcleos de referência, sendo os três primeiros associados aos grandes ciclos políticos que dimensionam a existência e a atividade do Ministério da Agricultura e o último dedicado à sua missão e ligação ao território:

  • Uma resposta em tempos difíceis 1.ª República | 1918-1926
  • O Estado corporativo e a Agricultura | 1926 – 1974
  • Tempos de Mudança e Integração. O Desenvolvimento | 1974 - 2018
  • Missão do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural

Ao longo do tempo, muitas alterações de contexto foram colocando novos desafios, tendo a missão do Ministério da Agricultura evoluído de forma a dar resposta às necessidades da agricultura e da floresta, setores de atividade com amplo impacto político, económico e social em Portugal.


Ministério Da Agricultura | 100 Anos Ao Serviço De Portugal

Encontra-se em discussão pública, entre 30 de abril e 15 de junho de 2018, a proposta de alteração ao Programa Nacional da Política do Ordenamento do Território (PNPOT), sendo que após analisados, os contributos poderão ser incluídos na versão final da referida proposta a apresentar à Assembleia da República.

Criado pela Lei de Bases da Politica de Ordenamento do Território e de Urbanismo de 1998, o PNPOT é o instrumento de topo do sistema de gestão territorial, orientador das estratégias territoriais e quadro de referência para os demais programas e planos territoriais.

O primeiro PNPOT foi aprovado pela Assembleia da República, através da Lei n.º 58/2007, de 4 de setembro, retificada pelas Declarações de Retificação n.º 80-A/2007, de 7 de Setembro, e n.º 103-A/2007, de 23 de Novembro, e foi resultado de um amplo debate sobre as questões chave da organização e desenvolvimento territorial do país, constituindo um marco da política de ordenamento do território, pelo seu conteúdo, pela inovação introduzida nas abordagens territoriais e pela dinâmica gerada na elaboração de Planos Regionais de Ordenamento do Território.

Atualmente, o PNPOT encontra-se em processo de alteração, decorrendo a fase de discussão pública de 30 de abril a 15 de junho de 2018, determinado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 44/2016 de 23 de agosto e tem especial enfoque a elaboração de um novo programa de ação para o horizonte 2030, no contexto de uma estratégia de organização e desenvolvimento territorial de mais longo prazo suportada por uma visão para o futuro do país.

Prevê, também, o estabelecimento de um sistema de operacionalização, monitorização e avaliação capaz de dinamizar a concretização das orientações, diretrizes e medidas de política e de promover o PNPOT como referencial estratégico da territorialização das políticas públicas e da programação de investimentos territoriais financiados por programas nacionais e comunitários.

Este processo de alteração do Programa de Ação foi realizado através de um sistema colaborativo e descentralizado, assente em pontos focais dos Ministérios e numa comissão consultiva, sob coordenação da Direção-Geral do Território.

Da análise deste documento foi elaborado um Relatório que avança com um conjunto de conclusões e recomendações que tinham como objetivo sustentar as opções de política, garantindo as condições necessárias a uma efetiva implementação do PNPOT no próximo ciclo de programação.

Esta atualização do PNPOT surge a tempo de influenciar o Plano Nacional de Investimentos e a proposta nacional para o próximo quadro comunitário de apoio.

Com o contributo de todos os ministérios, que durante a preparação desta nova versão do PNPOT entregaram 113 propostas de medidas, o grupo que elaborou a versão atual do documento chegou a um conjunto de 49 medidas distribuídas por cinco áreas, ou domínios de intervenção:

  1. Natural
  2. Social
  3. Económico
  4. Conectividade
  5. Governança Territorial

Medidas por áreas:

  •  Domínio Natural
    • Valorizar o recurso solo e combater o seu desperdício;
    • Afirmar a biodiversidade como um ativo territorial
    • Valorizar o território através da paisagem;
    • Planear e gerir de forma integrada os recursos geológicos e mineiros;
    • Ordenar e revitalizar os territórios da floresta;
    • Prevenir riscos e adaptar o território à mudança climática;
    • Valorizar o litoral e aumentar a sua resiliência;
    • Qualificar o ambiente urbano e o espaço público.

 

  • Domínio Social
    • Fomentar uma abordagem territorial integrada de resposta à perda demográfica;
    • Garantir o acesso à habitação e promover a reabilitação do edificado;
    • Melhorar os cuidados de saúde e reduzir as desigualdades de acesso;
    • Qualificar, capacitar e valorizar os recursos humanos;
    • Melhorar a qualidade de vida da população idosa e reforçar as relações intergeracionais;
    • Reforçar o acesso à justiça e a proximidade aos respetivos serviços;
    • Promover a inclusão social e reforçar as redes de apoio de proximidade;
    • Valorizar o património e as práticas culturais, criativas e artísticas.

 

  • Domínio Económico
    • Promover a competitividade da agricultura;
    • Dinamizar políticas ativas para o desenvolvimento rural;
    • Afirmar os ativos estratégicos turísticos nacionais;
    • Gerir e valorizar a cultura e o património cultural;
    • Dinamizar e revitalizar o comércio e os serviços;
    • Promover a economia do Mar;
    • Qualificar o emprego e contrariar a precariedade no mercado de trabalho;
    • Desenvolver os ecossistemas de inovação de base territorial;
    • Preparar, antecipar e capitalizar a Revolução Industrial 4.0;
    • Reforçar a internacionalização e a atração de investimento externo;
    • Organizar o território para a economia circular.

 

  • Domínio da Conectividade
    • Otimizar as infraestruturas ambientais e de energia;
    • Otimizar a conectividade ecológica nacional
    • Suprir carências de acessibilidade tendo em vista a equidade no acesso aos serviços e infraestruturas empresariais;
    • Promover a mobilidade metropolitana e urbana
    • Alargar as infraestruturas físicas de conexão internacional;
    • Renovar, requalificar e adaptar as infraestruturas e os sistemas de transporte;
    • Digitalizar a gestão e operação dos sistemas de transporte;
    • Ampliar a conectividade digital internacional através de cabos submarinos;
    • Reforçar serviços de banda larga e implementação de redes da nova geração 5G.

 

  • Domínio de Governança Territorial
    • Promover a informação geográfica;
    • Ativar uma nova cultura territorial;
    • Potenciar e qualificar a cooperação territorial
    • Aprofundar a descentralização e a desconcentração e promover a cooperação e a governança multinível;
    • Reforçar as abordagens integradas de base territorial;
    • Aprofundar a cooperação transfronteiriça e dinamizar as Euro cidades;
    • Fortalecer as articulações rurais-urbanas;
    • Dinamizar as articulações interurbanas e os subsistemas territoriais funcionais;
    • Inovar, experimentar e prototipar soluções e promover ofertas de serviços.


PNPOT: mais informação

Reafirmando a importância das feiras na divulgação da identidade agrícola e rural do Alentejo, a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo (DRAP Alentejo), continua a contribuir para a proximidade e partilha de informação com todos os cidadãos, fazendo-se representar em diversas feiras e certames, nomeadamente, a FIAPE em Estremoz, a OVIBEJA em Beja, a Olivomoura em Moura.

A 32.ª FIAPE e a 36.ª Feira de Artesanato, organizada pela Câmara Municipal de Estremoz e pela Associação de Criadores de Ovinos da Região de Estremoz, com o apoio de diversas entidades, decorreu entre o dia 27 de abril e 1 de maio. Entre os mais de 450 expositores, a DRAP Alentejo contribuiu com a divulgação de informação sobre as zonas vulneráveis, medidas de combate à sinistralidade com tratores, a Rede Rural Nacional, informação relativa às políticas de segurança alimentar, de proteção animal, de sanidade animal, proteção vegetal e fitossanidade disponibilizada com a colaboração da DGAV.

Em simultâneo, a DRAP Alentejo esteve presente na 35ª OVIBEJA, promovida pela ACOS – Associação de Agricultores do Sul, onde deu apoio ao stand do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, que no ano seu centenário disponibilizou aos visitantes deste certame um espaço institucional com a exposição itinerante "100 Anos de Raízes a Desenvolver Portugal", com informação alusiva à sua missão desde a criação em 1918 até à atualidade e sobre o desenvolvimento da Agricultura e Floresta, e também organizou, em colaboração com a ACOS, o Workshop: Prevenção de riscos com Trator e máquinas agrícolas, iniciativa enquadrada nas medidas de combate à sinistralidade com tratores agrícolas e florestais do MAFDR.

A edição de 2018 da Olivomoura realizou-se no Parque Municipal de Feiras e Exposições de Moura entre os dias 10 e 13 de maio. O certame foi organizado pela Câmara Municipal foi um palco importante de reflexão sobre o presente e o futuro do sector oleícola. A DRAP Alentejo esteve presente com um stand que expunha as competências do organismo na área da olivicultura, através da divulgação de informações acerca das últimas novidades sobre o cultivo da oliveira, da importação e exportação de material vegetal ou de propagação vegetativa. Houve espaço para esclarecimento de dúvidas e distribuição de informação pertinente para os agricultores e gentes alentejanas.

Apesar dos avanços das tecnologias da informação e comunicação que facilitam a troca de ideias e os contatos à distância, o contacto de proximidade proporcionado pelas feiras traz vantagens inestimáveis, pois, estas são lugares privilegiados para comunicar, receber e transmitir a informação tão necessária à sociedade moderna, para a resolução de problemas. Assim sendo, o balanço da participação da DRAP nas feiras e certames das diferentes localidades alentejanas, revelou-se bastante positivo.

 

 

   
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Ministério Da Agricultura

100 Anos Ao Serviço De Portugal

 

Assinala-se em 2018, o centenário do Ministério da Agricultura desde a sua criação em 1918, celebrando-se a agricultura e a floresta e o seu papel no desenvolvimento do Pais. Estas comemorações tiveram início no dia 9 de março, com o descerramento da placa comemorativa do Centenário do Ministério da Agricultura. Ainda no âmbito da comemoração desta data promove-se a exposição temporária de Fotografia: 100 anos de raízes a desenvolver Portugal.

Seguir-se-ão sessões descentralizadas, em diversas regiões do país e a exibição de exposição itinerante constituindo um contributo para a divulgação e celebração da Agricultura e da Floresta nas suas diversas dimensões.

Ao longo do tempo, muitas alterações de contexto foram colocando novos desafios, tendo a missão do Ministério da Agricultura evoluído de forma a dar resposta às necessidades da agricultura e da floresta, setores de atividade com amplo impacto político, económico e social em Portugal. (ver mais)

 Orçamento para a União Europeia: 2021-2027

A Comissão Europeia apresentou a 2 de maio de 2018 a proposta de orçamento comunitário para o período de 2021 a 2027 - Um Orçamento para o Futuro.
O objetivo é tentar responder à realidade atual, em que se espera que a Europa desempenhe um papel mais importante para trazer segurança e estabilidade a um mundo instável, caracterizados pelo Brexit, e pelos cortes exigidos pelo financiamento das novas e estratégicas prioridades da União.(ver mais)

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O Governo de Portugal apresenta estratégia para relançar produção de cereais e com o objetivo de alcançar o equilíbrio na balança comercial agrícola, estimulando a produção de cereais no país, sobretudo nos territórios onde predomina o sequeiro reduzindo a dependência do país face às importações. (ver mais)

 
           
    OlivoMoura   

Reafirmando a importância das feiras na divulgação da identidade agrícola e rural do Alentejo, a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo, continua a contribuir para a proximidade e partilha de informação com todos os cidadãos, fazendo-se representar em diversas feiras e certames, nomeadamente, a FIAPE em Estremoz, a OVIBEJA em Beja, a Olivomoura em Moura.   (ver mais)

 
           
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Encontra-se em discussão pública, entre 30 de abril e 15 de junho de 2018, a proposta de alteração ao Programa Nacional da Política do Ordenamento do Território (PNPOT), sendo que após analisados, os contributos poderão ser incluídos na versão final da referida proposta a apresentar à Assembleia da República. (ver mais)

 
             
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